Meditação e Consolidação de Memória

Foi publicada, em junho passado (2014), uma pesquisa sobre o efeito do cochilo na consolidação da memória.

http://journal.frontiersin.org/Journal/10.3389/fnsys.2014.00103/full

Os autores provaram que estudantes que dormiram um pouco após uma aula saíram-se melhor ao responder perguntas sobre a matéria ensinada antes da sesta do que os que não dormiram.

É fácil entender o resultado dessa pesquisa quando sabemos que é no sono, na fase chamada sono REM, que a memória sai do nosso hipocampo, onde transitoriamente deixamos os registros de nossas percepções diárias, para ser alocada nas áreas específicas de memória de longo prazo.
Já pensaram que em vez de correr, pular e brincar no recreio, do ponto de vista pedagógico, nossas crianças fariam melhor se dormissem um pouco? O difícil seria convencer as crianças a irem dormir justamente na hora do recreio! Sem contar que poucas escolas teriam espaço disponível para isso.

Mas existe um outro caminho, que me parece mais acessível.

A observação dos resultados da meditação em várias funções cerebrais, inclusive na memória, nos permite pensar que pelo menos parte do que acontece no sono aconteça também na meditação. O indiano radicado nos Estados Unidos Amit Goswani, professor de física quântica da Universidade de Oregon, preconiza a prática:

DO BE DO BE DO
(FAZER SER FAZER SER FAZER)


Devemos interromper várias vezes nossas atividades, principalmente intelectuais, para fazermos meditações curtas. Esta prática não apenas aumenta a memorização do que estamos estudando ou fazendo, mas também torna muito mais criativos.
Não acredita? Medite.
Quer saber por que isso acontece e como meditar? Venha fazer nosso curso introdutório à prática da meditação.


dra. denise menezes©